31 de mar. de 2010
As Tais Leis!
18 de mar. de 2010
A vida que levo...
- A vida é rápida, analisei-a e cheguei à seguinte conclusão: para que me prender ao passado? E se existe o futuro pra que agora nele pensar?
Então Jovemar parou sentou escorando a cabeça sobre o banco, desses de madeira com certa distancia entre uma e outra, e ali ficou alguns minutos viajando entre o dois lados tentando encontrar o momento em que os dois são um só momento. Eis que um vento sutil, quase imperceptível, conduz um panfleto parecido com os de propaganda política, com a seguinte frase: O futuro é agora, Vamos juntos construir um mundo melhor!
Jovemar sorri um riso tímido, contendo toda a alegria dos deuses, pois neste instante compreendeu um pouco mais sobre sua vida, e o que dela esta fazendo agora. Analisou cada momento de seu dia, do seu agora e analisou também cada ato vivenciado no presente.
- Se estou feliz hoje, com certeza meu futuro próximo não será diferente, apenas terá um novo cenário onde representarei da melhor forma possível. Tudo é lógico e a lógica esta em tudo inclusive nesse imenso universo que se mostra através de mim, do meu cachorro, nas aves do campo o nos pardais da cidade, o que para muitos é praga, para mim tudo isso é um exemplo vivo Daquilo que nos vivifica.
E quando se deparou comparando a humanidade com os pardais, que um pardal só não produz se quer um ninho, mas um bando mostra a força que tem o coletivo, o aconchego fraterno entre irmãos, de certa forma, da mesma espécie.
- Por que não somos assim como eles? Preferimos nos afastar ao invés de nos unirmos num propósito Maior.
Quando o jovem Jovemar, ainda com muito a se pensar, foi interrompido por uma pedinte pedindo-lhe seu único um real que restava no bolso parou e pensou. Ele já conhecia esta senhora, estava todos os dias no mesmo local pedindo seu único querido real, pois só queria comer, a diferença que ela comia demais, mas mais do que isso ela nunca engordava causando inveja a muitas mulheres que não aceitavam o próprio corpo que por ali passavam no instante, e enquanto o rapaz ficou sem responder, a senhora aguardava com esperança nos olhos e um certo sentimento de gratidão a flor da pele. Enquanto isso Jovemar continuava pensando:
- Como é bom ter este um real, sempre tenho um real para dar aos que me pedem, seja lá quem for irei dar sem pensar porque devo dar, apenas darei porque agora quem da é meu coração e não meu raciocínio.
- Tome senhora!
Estendeu sua mão a ela, entregou sua moeda e ouvindo em seguida:
- Muito obrigada, Deus te abençoe meu filho com todo o coração de uma senhora batalhadora com mais um desejo realizado através de sua ajuda. Ajudando a mim você ajuda a si próprio, trabalhe para a criação, pelo seu melhor. Nunca se esqueça de seu Criador que lhe deu tudo o que precisa para viver, mais com uma condição. O que Ele lhe deu deve retornar mais forte, mais vivo e mais iluminado para que a Luz criadora chegue a todos os cantos onde haja treva.
E saindo a senhora que ele tanto a rejeitava por um pré-conceito de que seria preguiçosa, compreende que a vida, a realidade não tem essa aparência de um ser melhor ou pior do que o outro, na verdade todos é uma vida igualmente medida nem mais pura para uns nem para outros.
E assim continuou seu dia vivendo cada segundo eternamente...
9 de mar. de 2010
O Viajor Eterno
Indagou o senhor sentado em sua cadeira com tranças em fios de plástico perfeitamente encaixado um ao lado do outro, exatamente seguindo a ordem do vai e vem, e realmente tudo que vai vem, inclusive o homem em que ele acaba de avistar.
- Por onde já andou este pobre rapaz? Passou fome ou frio? Quantas mulheres o amaram? Talvez nenhuma? Quem gostaria desse trapo humano? Coitado dele? Eu assim já sofro imagino ele, passando fome, frio, já usou muita droga? Brigas, acredito eu aos milhares, bebedeiras intermináveis, tudo isso pra que? Serviu de alguma coisa? Qual exemplo deres a seu filho? Se bem que Isto não tem condições para isso...
E nisso as suposições tomarão seus pensamentos de tal forma, que ele as tomou como sendo verdade a verdade real. Realmente ele criou uma verdade, a dele claro, não a do viajante, mais a própria, enraizada até o âmago de sua existência. Tomou pra si uma vida a qual não lhe pertencia julgando sobre sua perspectiva mundano-social, adquirida há anos através da preguiça humana, aquela que não quer ver o processo mais sim o fim, a realização instantânea – comum claro em tempos de macarrão instantâneo até mesmo sexo instantâneo.
- Mais a vida é engraçada! Uns viajam sem rumo, outros adoraria encontrar um rumo, vários encontraram! E tem aqueles ainda pensando estar no rumo, batem desenfreadamente no muro, por que na menor pedra fazem dela o maior obstáculo em todo o seu mar. Mar este, existido para a navegação calma da consciência conhecedora de suas fraquezas. Seja ela física ou emocional no fim tudo da no mesmo. Se bem analisados acharas uma abertura, agora do oposto só vejo o que não quero ver, ou melhor não vejo nada, aposto que muitos também não enxerga nada. Pobres daqueles quando verem o real, veraz nada e mais nada que não leva a nada e sentiram asco de uma vida desperdiçada em nada. Eu que pouco tenho, tenho tudo. Agora o que tem este velho em sua cadeira? Prefiro nem saber, não foi esta vida que escolhi para mim. Vou viajar vivenciar tudo o que puder, pois o tempo e o espaço são da Lei e são também para o nosso usufruto, planto hoje colho amanhã, e assim colherei os melhores frutos. E os podres que fiquem com os vermes o qual tanto desejaram. Afinal temos a vida...
Passou então o viajante com seus pensamentos rumo ao alto monte, sabendo que é um caminho difícil, mais não impossível, disponível a todos sem exceção. Enquanto o senhor ia se retirando de mais uma analise cotidiana e rotineira de sua vida avistada nos outros, pois seus defeitos se refletiam nos viajores aos quais encontravam no caminho.
1 de mar. de 2010
Há Crime sem Castigo?

Eu viajo sobre o tempo e o espaço.
Vou alem do meu cansaço.
Fortaleço a forca,
Pra que a energia realize espasmo
Em deuses que ainda vagam,
Sem direção por que param?
Na indecisão se calaram,
Não vêem a causa do efeito onde erraram.
Julgando o Todo abstrato,
Pedindo um perdão barato,
Sem a conseqüência dos seus próprios atos,
Mas a culpa um dia se torna fato.
Inclinara a cabeça eternamente grato
E o sujo será limpo, vindouro será um novo trato
Entendendo que tudo é Um nesse universo vasto.