20 de jan. de 2010

Experimentando o momento que é mágico...


Se desintegramos um defeito, liberamos Essência anímica, se desintegramos dois defeitos, liberamos mais Essência anímica, e se desintegramos todos os defeitos psicológicos que temos em nosso interior, então liberamos totalmente a Consciência. Uma Consciência liberada é uma consciência que desperta, uma consciência desperta. É uma consciência que poderá ver, ouvir, tocar os grandes Mistérios da Vida e da Morte. É uma Consciência que poderá experimentar, por si mesma e de forma direta, Isso que é o Real. Isso que é a Verdade. Isso que está além do corpo, das emoções e da mente.

Quando se perguntou ao Grande Cabir Jesus "o que é a Verdade", Ele guardou silêncio. E quando fizeram a mesma pergunta ao Buda Gautama Sakyamuni, o príncipe Sidarta deu as costas e se retirou. A verdade é o desconhecido de momento a momento, de instante em instante. Só com a morte do Ego vem a nós Isso que é a verdade. A verdade tem de ser experimentada, como quando alguém põe o dedo no fogo e se queima.

Uma teoria em relação à verdade, por bela que seja, não é a verdade. Uma opinião sobre a verdade, por muito venerável e respeitável que seja, tampouco é a verdade. Qualquer idéia que tenhamos sobre a verdade não é a verdade, ainda que seja bem luminosa. Qualquer tese que possamos formular com relação à verdade tampouco é a verdade. A verdade tem de ser experimentada, repito, como alguém põe o dedo no fogo e se queima. Está além do corpo, das emoções e da mente. A verdade só pode ser experimentada em ausência do Eu psicológico. Sem haver dissolvido o Eu, não é possível a experiência do Real. O intelecto, por brilhante que seja, por mais teorias que possua, não é a verdade. Como disse Goethe, em seu Fausto: "Toda teoria é cinza; só é verde a árvore de dourados frutos que é a vida".


Autor: Mestre Samael Aun Weor

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